segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Luz de Deus

Que Luz é aquela meu Deus
Que vejo através da vidraça?
Uma Luz irreal que ilumina
Os rostos da gente que passa

Que Luz é aquela meu Deus
A quem rezo uma oração?
É a Luz do teu olhar?
Ou um bocado de pão?

Que Luz é aquela meu Deus
Perfumada de avenca e feno?
É a Luz da tua alma
Neste etéreo terreno

Que Luz é esta meu Deus
Que poisa na minha mão?
É a candeia que me ilumina
Nesta negra escuridão

Ai! negra escuridão
Eu quero-te abandonar
Meu Deus quero esta Luz
Para minha alma iluminar!

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Partida

O Tejo olha Lisboa
Erguida nas sete colinas
Madragoa e as varinas
Nas suas águas cristalinas

       Os barcos ancorados no rio
       Começam a afastar-se do cais
       Lenços multicolores
       Agitam-se como postais
       Bandeiras  esvoaçam ao vento
       Rostos em sofrimento
       Só são audivéis os ais!

Um adeus...
Uma lágrima que cai...
Uma gota no Oceano que se esvai! 

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