terça-feira, 9 de junho de 2026

"CÍRCULOS DE SAUDADE"

  Olho para o céu através da janela 

do meu quarto e vejo as aves

a desenharem círculos de saudade.

 Voam num compasso que o vidro não 

 quebra,

 traçando no azul a falta que me fazes. 


 Quem me dera ter o fôlego das suas asas,

para rasgar o peito e esta ansiedade,

desatar os nós que me prendem ao chão, 

fazer da distância simples vaidade,

e voar contigo nesse céu aberto,

onde a memória se transforma em

 liberdade. 


 O quarto, resguarda o segredo da tua

 ausência, enquanto a tarde se vai

 recolhendo no horizonte. 

  Eu, permaneço aqui, nesta moldura vendo

 o tempo a passar com suavidade 

sentindo a quietude do sol que se esvai.


Fernanda Duarte Cabral 

09/06/2026