segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

"BARCO NO CAIS"

 Num barco atracado no cais 

entrego-me à solidão 

e o que pesa não é o barco

 é o que trago no coração.


Ancorado na dor 

deste meu desassossego,

sem saber se o que me prende

é o medo ou o apego.


Não é a âncora, nem o ferro

nem a corda ou a corrente,

é o teu nome meu amor

ancorado na minha mente.


Sou um barco com rumo

mas sem vontade de ir,

pois o único porto que quero 

é ver o teu olhar a sorrir!


Assim me deixo estar

entre a maré e o chão, 

com o teu nome escrito

na palma da minha mão 

pois, mais vale estar preso

ao que em mim ainda vive,

do que ser livre no mar

e nunca te ter tido!


Fernanda Duarte Cabral 

16/02/2026




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