quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ACORDA LISBOA"

 Lisboa acorda em segredo 

Chora a guitarra com saudade

Ecoa pelas esquinas

Dentro da própria cidade


Em Alfama e Mouraria 

Há sempre um lamento vão 

É o fado da despedida 

Nascido no coração.


Nas vielas onde a lua de deita

Mora um grito que o peito não cala 

É a sombra que o destino aceita 

É o silêncio que o xaile embala


Com o negro xaile embrulhado 

O fado nasceu um dia

Com o destino traçado 

Envolto em melancolia.


A saudade que o peito invade 

Neste cantar de dor e luz

O fado é a nossa liberdade 

A carregar a mais doce cruz.


Hoje chegam à cidade

Gentes de todo o lugar

Para ver as janelas enfeitadas

E ouvir Lisboa a cantar.


É um aperto no peito sem nome

É uma sede que nos consome

É um bem querer que nos fez

Esta mágoa de ser português.


Fernanda Duarte Cabral 

11/02/2026 ( feito para a ALEPON)

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