segunda-feira, 20 de abril de 2026

" NO MEU POEMA"

No meu poema, há um rio de águas turvas 

que arrastam segredos que o tempo

tenta esquecer.

Há um silêncio pesado que corre nas águas, 

não se vê o fundo, como se o próprio leito 

fosse um pouco meu. 


O sol da manhã  transforma a superfície 

num caminho de luz, que parece sólido 

o suficiente para eu poder caminhar.

Já não há margens, apenas curvas

onde o rio se dobra, procurando o mar;

essa imensidão onde o que era turvo

se torna azul.


E assim...

Entre as margens e o mar, os meus medos

finalmente adormecem, o silêncio agora

é de paz, e o meu poema pode enfim

descansar!


Fernanda Duarte Cabral 

21/04/2026

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