segunda-feira, 27 de abril de 2026

"AMO-TE ASSIM"...

 Aprendi a amar-te nas entrelinhas do silêncio. Guardo o teu nome num canto do peito sem que o mundo saiba que estás comigo. Desenho em segredo as palavras que te digo, onde o silêncio é mais profundo.

Amo-te assim, sem pressa, através do vidro que nos separa como quem observa o sol sem lhe poder tocar, procuro o teu olhar como quem procura o norte.

És a minha paz secreta, o verso que não rima com a distância e enquanto o tempo nos nega a transparência basta-me o reflexo daquilo que somos. E, finalmente descubro que o lugar mais cheio de ti, já não é o peito...

É o mundo!


Fernanda Duarte Cabral 

27/04/2026

sexta-feira, 24 de abril de 2026

"LUZ E SILÊNCIO

 Fecho os olhos e deixo que o amarelo do sol dance nas minhas pálpebras. Sinto o calor a convidar-me para longe, para um lugar onde os pensamentos não tem pressa, onde cada ideia é um fio de seda que se desenrola devagar. 

Ali, no silêncio da luz, a minha mente divaga, descubro que o mundo é vasto demais para eu caber numa mágoa, e que a luz que me aquece por fora é a mesma que começa a brilhar por dentro.

Sei que o dia pode acabar mas este sol ficou gravado no meu peito. Abro as mãos e deixo que o vento leve o que ontem me escurecia a alma e fico apenas feita de luz. Agora sei, que não  há sombra que resista a este sol e que a paz, é um lugar que eu posso visitar sempre que quiser 


Fernanda Duarte Cabral 

24/04/2026

quarta-feira, 22 de abril de 2026

"O DESENHO DA TUA AUSÊNCIA"

Há um silêncio triste em mim

e tu, melhor que ninguém 

sabes lê-lo nas entrelinhas

e esta tristeza, tem o desenho

da tua ausência, é  o vazio

de uma esperança que se desfez

porque o meu coração insistiu em 

acreditar  em ti. 


Agora, tento ensinar os meus olhos

a não te procurarem, e a minha 

memória a desaprender. É um

processo lento este, de apagar 

quem ainda insiste, em arder 

aqui dentro. 


Acreditar em ti foi o meu erro

mais bonito, mas também o mais

pesado de carregar. Sei que um dia,

serás apenas uma história, mas por

enquanto, a tua falta ainda é 

o barulho mais alto que ouço, 

no meio do meu silêncio. 


Fernanda Duarte Cabral 

23/03/2026

segunda-feira, 20 de abril de 2026

" NO MEU POEMA"

No meu poema, há um rio de águas turvas 

que arrastam segredos que o tempo

tenta esquecer.

Há um silêncio pesado que corre nas águas, 

não se vê o fundo, como se o próprio leito 

fosse um pouco meu. 


O sol da manhã  transforma a superfície 

num caminho de luz, que parece sólido 

o suficiente para eu poder caminhar.

Já não há margens, apenas curvas

onde o rio se dobra, procurando o mar;

essa imensidão onde o que era turvo

se torna azul.


E assim...

Entre as margens e o mar, os meus medos

finalmente adormecem, o silêncio agora

é de paz, e o meu poema pode enfim

descansar!


Fernanda Duarte Cabral 

21/04/2026

sábado, 11 de abril de 2026

"O TEU ABRAÇO"

 Sonho com o teu abraço que 

me envolve como a brisa da noite, 

acalmando o fogo que a distância 

acende.

É no aperto dos teus braços que o

tempo para, onde o cansaço do dia

se dissolve e o mundo lá fora, deixa

de fazer ruído.

Quero encontrar-me primeiro no teu 

olhar, nessa luz morna que me lê por

dentro e depois...

quero apenas fechar os olhos, sentir

o teu abraço, onde a paz se instala

sem pedir licença, e o mundo 

por instantes  se cala,


E  nos deixa ficar! 


Fernanda Duarte Cabral 

13/04/2026

"A UNICA LUZ"

 A tua imagem ficou gravada 

onde a luz não chega, num reflexo 

que o espelho nega, mas que a memória 

teimosamente desenha.

Perco-me a admirar a calma que

 transmites, esse jeito de seres

 porto seguro, sem precisares de dizer

uma palavra e onde o meu silêncio 

encontra voz.

És a harmonia silenciosa que

 me resgata, o detalhe que o mundo 

ignora, mas que em mim se torna 

horizonte, a única luz que não precisa

de sol para brilhar.


Fernanda Duarte Cabral 

11/04/2026


quinta-feira, 9 de abril de 2026

"APENAS UMA LEMBRANÇA"

Tenho saudades de ti,

do teu olhar quente e profundo ,

 daquela forma como o tempo parava

só, porque estavas por perto.

Sinto falta do silêncio cúmplice,

das palavras que não precisávamos 

de dizer, e de como o mundo parecia

 simples, dentro do teu abraço. 

Resta-me a memória do que fomos

enquanto aceito devagar que o " nós" 

se desfez em silêncio, deixando-me a sós, 

com a certeza de que nada voltará 

a ser igual.

Ficou comigo o toque da tua pele mas,

percebo agora que os teus passos 

já levam outro caminho, e que o cheiro

que o vento me traz é apenas uma 

 lembrança. 

Sorrio ao que fomos: uma história bonita 

que leio sem pressa; viro a página 

e guardo-te no passado, com o carinho

de quem soube amar e....

finalmente, sigo mais leve

Ao encontro de mim!


Fernanda Duarte Cabral 

09/04/2026