segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A "NOITE CAI DEVAGAR "

 A noite cai devagar 

com as aguarelas lá no horizonte 

em tons alaranjados

e cores em tom de pastel

a embelezar o nosso entardecer

e cai, cai como uma cortina

que vai descendo lentamente 

sobre o dia.

A noite apodera-se de mim vagarosamente,

envolve-me num oásis estrelado

e é hora de sonhar!

Deixo a minha alma à solta

num jardim de alegrias,

fabrico sol no sono, encontro-me

reconstruo as faíscas,  medito

na maldade que há no mundo

e fico a chorar num sentimento profundo.

A noite cai devagar e com ela

chega o luar e a nostalgia

de sonhar contigo para

jamais querer acordar.

As estrelas brilham como diamantes,

a cidade adormece silenciosa,

sem pressa,envolta em penumbra

misteriosa que se adensa

na minha alma como se o tempo

respirasse em silêncio.

A noite cai devagar e quando cai

a nostalgia chega de mansinho,

para roubar o meu sono, e me fazer

adormecer na saudade 

de um tempo que partiu, enquanto 

espero um lindo amanhecer.

Deixa-me silenciar para ouvir

o som da tua voz, a voz

que sacudiu o meu mundo

e vai burilando o cristal que sou.

Então... mudo a minha história,

renovo os meus sonhos,

porque o mundo adormece

sem se importar, enquanto...

A noite cai devagar!


Poema escrito a várias mãos 



"NO MEU MUNDO"

 No meu mundo

o tempo é raíz e certeza

cresce para dentro da terra

antes de ousar tocar o céu.

No meu mundo

eu viajo num sonho

poeticamente encantado,

onde cabem as pessoas

de sentimentos profundos

que fazem crescer 

amor e gratidão.

No meu mundo 

cabem todos os sonhos

embora a vida vá matando alguns.

Neste mundo imaginado,

tudo seria diferente 

apenas imperaria 

a parte boa dos seres humanos 

sem trincheiras, apenas

com campos cheios de flores

e entardeceres de encantar,

com amor e amizade,

onde tudo é de todos.

Quero ver desaparecer 

o ódio e a dor

aqui, ainda há solidariedade 

e grandeza.

Calei, sofri, chorei 

e a solidão passou 

a ser o meu mundo,

a natureza se fez leveza

terminou a tortura

dos corações com tristeza.

Então....

juntemos as forças 

que movem o mundo,

o brilho do amanhã 

espera por nós

com a esperança de que o sol

vai voltar a brilhar!


Poema escrito a várias mãos 

08/02/2026

domingo, 8 de fevereiro de 2026

"REGRESSO A CASA

 Foste a moldura

 onde desenhei a vida,

a voz que ecoava

no silêncio da espera,

amar-te não foi a escolha

foi o regresso a casa

e em cada gesto,

em cada traço,

descobri que o amor

tem o teu nome.

Hoje, és o porto

onde a minha alma repousa

a rima perfeita

que o destino escreveu,

provando que o meu coração 

sempre foi teu.

Mas agora, os abraços 

são ecos no silêncio ,

e os meus sonhos

retratos de um tempo que partiu

e assim, no vazio que o tempo

insiste em desenhar,

acredito no que ainda

está por vir, pois sei que o amor

não se encerra na partida

apenas se transforma em luz

que guia a minha vida.


Fernanda Duarte Cabral 

08/02/2026


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

"ANDREIA"

 Lembro-me bem da menina que foste

 das vozes e sotaques que inventavas

da alegria solta sem qualquer custo

 com que a todos encantavas.


Eras o riso pronto, a nota vibrante

 a imitar o mundo com graça e talento

 fazendo de cada instante 

um palco de luz e contentamento.


O tempo passou e a menina cresceu

mas não perdeu a doçura que trazia

apenas a força em ti floresceu

moldando a mulher que eu já previa.


Hoje, és determinação, és garra, és brio

um porto seguro de alma firme e forte

mas guardas no olhar esse mesmo rio

de bondade e luz, que nos serve de norte


Orgulho-me tanto da mulher que te fizeste

desse mistura rara de fibra e de flor

obrigada filha por tudo que deste

 ao meu coração em forma de amor.


Fernanda Duarte Cabral 

31/01/2026

"A TUA AUSÊNCIA"

Amei-te na calma do meu silêncio 
guardando o teu nome em segredo 
no início era puro encantamento 
cada toque um doce sentimento.

Os sonhos que sonhei sem medo,
como estrelas a brilhar
no avesso da noite, sabiam
que o olhar, era nosso único enredo

Falavas de amor
com uma urgência acesa,
a tua voz transbordava de promessas
mas o tempo desgastou os gestos,
e no seu passo lento,
transformou o brilho
em cinzas e lamento.

O amor que era pleno
ficou ausente e o tempo parou
na moldura, do que não vivemos
será que talvez,
num instante profundo 
teu coração dançou 
ao som da verdade?

Nas horas serenas,
nas vozes do vento, 
nas promessas sussurradas 
nos momentos sem idade
houve calor? 
ou foi só um momento?


26/01/2026

domingo, 25 de janeiro de 2026

" DOCE EMÍLIA"

 Emília minha doce netinha

és uma pétala de mel,

uma flor no meu jardim

um pedacinho de céu 

guardado só para mim.

Chegaste como um raio de luz,

num abraço de cetim

o teu sorriso a todos seduz 

com um brilho que não tem fim.

Trouxeste no olhar

o brilho das estrelas mais lindas,

um pedacinho de céu que nos toca

a paz que a tua alma evoca.

Nas tuas mãozinhas, 

o futuro a brotar

és a mais bela prenda

que a vida me veio ofertar.

Agora que o tempo vai passando,

desejo-te minha doce Emília 

que o teu caminho 

seja de luz e alegria

que floresças a cada momento, 

sem medo nem contratempo

pois, em cada passo que dás

és o sol do meu futuro

o meu amor mais lindo,

mais puro e mais seguro.

Amo-te minha menina!


Fernanda Duarte Cabral 

25/01/2026




quarta-feira, 26 de novembro de 2025

" SERÁ QUE ERREI"?

 Será que errei por amar-te tanto?

Será que errei ao me entregar 

por inteiro e em ti confiar?

como e porquê?

porque não quis ouvir

o Universo a falar. 

Errei? como assim?

Sedenta de ti não resisti 

ao teu beijo, nem ao teu abraço 

nem ao deslizar das tuas mãos 

no meu corpo.

Perdi-me no teu olhar

mas repetiria tudo outra vez,

apesar de no final descobrir,

que o meu erro foi amar demais.

Será que te olhei? com aquele olhar

que não mostrava a ninguém 

só a ti!

Eu, sou poesia, sou verso, 

junto letras, formo palavras  

e frases soltas neste meu sentir.

Conheço -te?

O espelho devolve-me um olhar

que já não reconheço 

e no eco do tempo, procuro o ponto 

em que me perdi de mim.

Será que errei?

não sei se sei

estou entre a paz morna e o caos

que me acende a alma.

Será que errei ao pensar

que o sol voltaria a brilhar 

e não voltou, naquela tarde de Outono?

Será que errei algum dia?

se errei, será que o erro foi do tempo?

da idade?

Amar não é nenhum pecado

por isso, jamais será errado amar!


Poema escrito a várias mãos 

18/11/2025