"BARCO NO CAIS"
Num barco atracado no cais
entrego-me à solidão
e o que pesa não é o barco
é o que trago no coração.
Ancorado na dor
deste meu desassossego,
sem saber se o que me prende
é o medo ou o apego.
Não é a âncora, nem o ferro
nem a corda ou a corrente,
é o teu nome meu amor
ancorado na minha mente.
Sou um barco com rumo
mas sem vontade de ir,
pois o único porto que quero
é ver o teu olhar a sorrir!
Assim me deixo estar
entre a maré e o chão,
com o teu nome escrito
na palma da minha mão
pois, mais vale estar preso
ao que em mim ainda vive,
do que ser livre no mar
e nunca te ter tido!
Fernanda Duarte Cabral
16/02/2026

