"SOU A ESTRADA"
Quando o mapa deixa de fazer sentido
e a estrada subitamente se divide
há um silêncio que não se cala
e um grito que não se ouve.
Há um frio que se instala
e me prende na indecisão,
onde o norte se perde
no pó do caminho,
e o tempo se arrasta, pesado
e vazio.
Sou uma sombra que procura
uma restea de luz, no limiar
incerto deste desafio pois, até
no escuro os passos se inventam.
Mas... se o mapa acaba
o meu peito dita a direção
a voz que me guia renasce de dentro
o passo que era dúvida agora tem pressa
pois eu...
Sou a estrada, o norte e o centro!
Fernanda Duarte Cabral


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